Assinou o contrato, tem as chaves, a casa é sua. Mas quantas cópias dessa chave andam por aí? Empresa de mudanças, senhorio anterior, inquilinos antigos, o eletricista que fez uma obra, um ex-companheiro de casa. Não há nada de paranoico em querer resolver isto. É das primeiras coisa a tratar numa casa nova.
Quem pode ter cópia da sua chave
- O proprietário anterior e a família.
- Antigos inquilinos, se a casa era arrendada.
- Empresa de mudanças, se lhe entregou as chaves durante o processo.
- Prestadores de serviços que tiveram acesso para obras ou limpezas.
- Mediadora imobiliária, durante as visitas.
Não é preciso desconfiar de ninguém em concreto. O ponto é simples: não controla quem tem acesso, e isso resolve-se numa visita.
Trocar o cilindro chega quase sempre
O que dá acesso à casa é o cilindro (o canhão onde entra a chave). Trocá-lo torna todas as cópias antigas inúteis, e é um trabalho rápido e barato comparado com substituir a fechadura inteira.
Trocar a fechadura completa só se justifica quando:
- a fechadura está gasta, a chave "engata" ou já partiu dentro;
- quer mudar de tipo, por exemplo para uma fechadura multiponto numa porta blindada;
- houve arrombamento ou tentativa de assalto.
Quando pode não ser preciso
- Casa nova em construção, entregue pelo construtor com a fechadura ainda selada e chave única.
- Já trocou o cilindro há pouco e tem a certeza de que ninguém mais lhe pegou nas chaves desde então.
Mesmo assim, o custo de trocar um cilindro simples é baixo o suficiente para a maioria das pessoas o fazer só pela tranquilidade.
Aproveitar para melhorar
Se vai trocar de qualquer forma, vale a pena considerar:
- Um cilindro de segurança com chave protegida e proteção anti-bumping.
- Uma fechadura inteligente, útil se receber hóspedes ou partilhar a casa.
- Reforço do aro e do batente.
Em Lisboa, se acabou de mudar de casa, fale connosco pelo WhatsApp. Combinamos o valor antes de sair e confirmamos a medida certa do cilindro no local.